Mark A. Hanson e colaboradores publicaram um artigo que
evidencia como a cultura do “publique ou pereça”, incentivada pela própria
Academia, tem inundado a literatura científica com publicações de baixa
qualidade. Embora esse excesso de artigos irrelevantes não cause grandes problemas
dentro da própria comunidade científica, que em geral ignora os estudos ruins,
ele contamina o jornalismo científico e distorce o debate público. Entre 2016 e
2022, a publicação de artigos em grandes grupos editoriais como Elsevier,
Springer, Wiley e Nature aumentou, respectivamente, 41%, 52%, 36% e 32%. Em
números absolutos, essas quatro editoras publicaram, juntas, mais de um milhão
de artigos apenas em 2022. No entanto, esses crescimentos são modestos quando
comparados ao aumento expressivo da produção em editoras menos tradicionais,
como MDPI, Frontiers e Hindawi, cujos números cresceram, no mesmo período,
1.080%, 675% e 139%, respectivamente.
Saiba mais. Fonte: Jornal da
Unesp – 10/03/25