O líquido de cintilação é uma
solução usada em pesquisas científicas e na medicina nuclear, composta de um
solvente orgânico e radioisótopos [átomos instáveis de um elemento]. Sua função
é emitir luz quando entra em contato com radiação. Esse processo pode ser
utilizado, por exemplo, em técnicas de dosagem de hormônios, principalmente
esteroides, como o cortisol. Mas há um efeito colateral: o uso desse líquido
gera resíduos com elementos radioativos, que precisam de tratamento especial
para não oferecer riscos ao meio ambiente e à saúde. A Faculdade de
Ciências Farmacêuticas (FCFRP) de Ribeirão Preto da USP inaugurou um
laboratório dedicado ao tratamento desses resíduos. É a primeira
unidade no País com espaço exclusivo para lidar com materiais
radioativos, onde as misturas de solventes e radioisótopos passam por processos
de destilação e purificação para terem um destino seguro. Fazem parte desse projeto as professoras Priscyla
Daniely Marcato Gaspari, presidente do Comitê Gestor da CGRQ-Multi e da
Comissão de Gerenciamento de Produtos e Resíduos Químicos, e Rose Mary
Zumstein Naal, vice-presidente. O projeto conta ainda com o apoio dos
especialistas em proteção radiológica Gilberto
Ribeiro Furlan e Glauco A. Tavares, do Centro de Energia Nuclear na
Agricultura (CENA-USP). Saiba mais. Fonte: Jornal da USP – 05/01/26