
O uso de inteligência artificial (IA) aumenta a produção de
artigos científicos, melhora índices de citação e acelera o alcance de posições
de liderança, indica um estudo publicado no último dia 14 na revista Nature.
Mas, ao mesmo tempo, existem desvantagens: a ferramenta pode resultar em uma
concentração de trabalhos em determinadas áreas. O estudo foi feito pelos
pesquisadores James Evans, da Universidade de Chicago (Estados Unidos), e
Qianyue Hao, Fengli Xu e Yong Li, da Universidade Tsinghua (China). Eles
avaliaram dados de 41 milhões de publicações relacionados a seis domínios das
ciências da natureza: biologia, química, medicina, física, geologia e ciências
materiais. Todos foram publicados a partir de 1980 e originalmente em inglês. A
análise identificou quais artigos reportaram a adoção de IAs em metodologias
convencionais e desconsiderou aqueles que propuseram novos métodos de estudo a
partir de IAs. O objetivo dessa separação foi dividir estudos que adotaram IA
para o avanço científico, o que era o enfoque da pesquisa, de investigações
voltadas ao aprimoramento e desenvolvimento de inteligências artificiais. Fonte: Folha de S. Paulo – 28/01/26