Um estudo realizado pelo Centro
de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP e publicado na
revista Environmental
Sciences Europe trouxe evidências inéditas sobre a presença de
antibióticos em diferentes compartimentos ambientais do rio Piracicaba e
avaliou o papel da planta aquática Salvinia
auriculata na mitigação de seus efeitos. A pesquisa, liderada
por Patrícia Alexandre
Evangelista com apoio da FAPESP, combinou monitoramento
ambiental, análises de bioacumulação em peixes, testes genotóxicos e
experimentos de fitorremediação, oferecendo uma visão integrada sobre os riscos
ecológicos e potenciais estratégias de enfrentamento. As coletas foram
realizadas na barragem de Santa Maria da Serra, próxima ao reservatório de
Barra Bonita, região que recebe cargas de esgoto urbano tratado, efluentes
domésticos, resíduos da aquicultura, criação de suínos e escoamento agrícola.
Foram analisadas amostras de água, sedimento e peixes em períodos chuvoso e de
estiagem, abrangendo 12 antibióticos de uso humano e veterinário, como tetraciclinas,
fluoroquinolonas, sulfonamidas e fenóis.
Saiba mais. Fonte: Gazeta de
Piracicaba – 20/03/26