“Os ganhos de aprendizagem nas salas de aula sem celulares foram
significativos, e numa magnitude comparada a outras ações bem-sucedidas”,
escreve o colunista do jornal O Globo, Antônio Gois. No início do atual ano letivo, tradicionais instituições de
ensino superior — como Insper, FGV e ESPM — anunciaram restrições ao uso de
celulares em salas de aula semelhantes às já adotadas por escolas de ensino
fundamental e médio. Até agora, os primeiros estudos realizados sobre essa
medida indicam que seus resultados foram positivos para a aprendizagem. A
maioria das pesquisas trata da educação básica, o que é natural pelo fato de a
proibição ser mais comum nesta etapa, mas já temos evidências iniciais de que o
mesmo ocorre em universidades. Uma das mais recentes e relevantes delas foi
publicada em agosto do ano passado, pelos pesquisadores Alp Sungu (Universidade
da Pensilvânia), Pradeep Choudhury (Jawaharlal Nehru University) e Andreas
Bjerre-Nielsen (Universidade de Copenhagen). Mais de 17 mil universitários
foram acompanhados em dez universidades da Índia, sendo que metade deles estava
em salas de aula sorteadas para vigorar a proibição de celulares durante um
semestre, enquanto a outra metade permaneceu em classes sem restrições.
Fonte: O Globo – 09/02/26