Aumentar a concessão de diplomas de ensino superior e de
pós-graduação não é suficiente. É preciso que os formados consigam produzir
conhecimento e contribuir para o desenvolvimento do País após saírem da
universidade. E o Brasil enfrenta deficiências nessa seara. Em relação à
titulação imprescindível para a área acadêmica e científica, o número de
diplomas de doutorado emitidos saltou de 2.854 em 1995 para 20.679 em 2021,
segundo levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, organização
social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação,
publicado no ano passado. No entanto a taxa de emprego formal entre doutores
titulados desde 1996 caiu de 74,8% em 2009 para 67,7% em 2021. Assim, muitos
pesquisadores saem do país em busca de melhores oportunidades profissionais. Para
conter o fenômeno da “fuga de cérebros”, repatriando cientistas, o Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançou o
Conhecimento Brasil em 2024. O programa, que tem duração de até cinco anos,
receberá aporte do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
em torno de R$ 600 milhões —para passagens aéreas, compra de materiais,
auxílios e bolsas mensais (R$ 13 mil para doutor e R$ 10 mil para mestre). Fonte: Folha de S. Paulo – 05/08/25