01 julho 2026

A ciência está mais inteligente ou mais artificial com a IA?

Em janeiro de 2026, a Nature publicou um estudo dos mais abrangentes e robustos sobre a influência da inteligência artificial (IA) na produção de ciência. Pesquisadores da Universidade de Tsinghua, na China, e da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, analisaram 41,3 milhões de artigos científicos publicados entre 1980 e 2025 em seis grandes áreas das ciências naturais: biologia, ciências dos materiais, física, geologia, medicina e química. Os resultados são positivos para quem adota IA em seus estudos: pesquisadores desse grupo publicam, em média, 3 vezes mais artigos e recebem quase 5 vezes mais citações do que os demais. A prática também acelera a carreira dos cientistas, que assumem a liderança de projetos mais cedo. A conclusão mais simplória é a de que a IA torna os cientistas mais produtivos, mais visíveis e mais influentes. No entanto, o estudo também mostra que a ciência, como construção coletiva, encolheu quase 5% em amplitude temática desde a disseminação da IA e gera 22% menos engajamento cruzado entre pesquisadores. Traduzindo: há mais cientistas publicando mais sobre menos assuntos, e esses trabalhos provocam menos conversas entre os pares.  Saiba mais.   Fonte: Pesquisa FAPESP – julho 2026