Um mapa da distribuição de isótopos na madeira de
árvores amazônicas pode ser usado para ajudar na identificação de madeira
extraída ilegalmente da floresta. O uso da razão entre diferentes formas de
elementos como oxigênio, carbono, nitrogênio e estrôncio permite apontar com
maior precisão a região de onde a madeira foi retirada e, com isso, ajudar no
combate ao comércio ilícito do material. Para combater essa prática, os órgãos
ambientais e a polícia usam uma série de ferramentas para tentar determinar a
procedência da madeira, incluindo análises da anatomia vegetal, do mapa de
ocorrência das espécies e de registros burocráticos, como o Documento de Origem
Florestal (DOF) – a licença necessária para o transporte e armazenamento de
produtos florestais emitida pelo Ministério do Meio Ambiente. Mas nem sempre
isso é o suficiente para garantir a procedência legal da mercadoria. O grupo do
professor Luiz Antonio Martinelli professor titular no Centro de Energia
Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA-USP), em Piracicaba,
está aperfeiçoando um novo instrumento que pode auxiliar nessa tarefa. Ele se
baseia no uso dos isótopos – átomos de um mesmo elemento químico que possuem o
mesmo número de prótons, mas um número diferente de nêutrons – para restringir
a área de onde a madeira foi extraída. O grupo está criando um mapa da
distribuição desses diferentes isótopos na madeira das árvores da floresta
amazônica com o qual a polícia possa comparar a composição da madeira
investigada.
Saiba mais. Fonte: Agência FAPESP – 21/07/26
Saiba mais. Fonte: Agência FAPESP – 21/07/26