A inteligência artificial já
começa a transformar o financiamento da pesquisa científica na Europa e nos
Estados Unidos. Agentes de IA conseguem escrever projetos, preencher
documentos, revisar textos, montar orçamentos e até enviar pedidos de
financiamento quase sem intervenção humana. Embora isso aumente a
produtividade, especialistas alertam para riscos sérios à integridade da
ciência. Segundo a revista científica Nature, o
uso crescente desses sistemas provocou aumento nas solicitações de bolsas e
verbas, dificultando o trabalho das agências de fomento. Estudos apontam
crescimento significativo nos pedidos enviados a instituições como a National
Science Foundation. O principal problema é que os projetos produzidos por IA
podem se tornar indistinguíveis daqueles elaborados por pesquisadores humanos,
favorecendo algoritmos em vez da qualidade científica real. Isso pode gerar
escolhas aleatórias, comprometer a avaliação das propostas e enfraquecer a
credibilidade da pesquisa. Diante desse cenário, o texto alerta que agências
brasileiras como CNPq, Capes, Finep e Fapesp precisam acompanhar com atenção
essas mudanças para evitar impactos negativos no financiamento científico. Fonte: Jornal da USP – 26/05/26
