Pesquisa publicada em
março no periódico Environmental Science & Technology mostrou
que a guanitoxina, toxina liberada por cianobactérias, é muito prejudicial à
saúde de peixes, com riscos para todos os animais, inclusive humanos, e pode
representar um risco ambiental maior do que se imaginava, especialmente quando
se mistura com pesticidas sintéticos presentes no ambiente. Cianobactérias são
organismos unicelulares que fazem fotossíntese, desempenham um papel crucial
nos processos ecológicos e têm aplicações nas indústrias farmacêutica e
alimentícia. No entanto, os fertilizantes utilizados na agricultura e levados
para os rios, lagos e represas através da água das chuvas provoca um aumento
exagerado em ambiente aquático desses organismos que produzem a guanitoxina,
composto químico muito tóxico da mesma família dos inseticidas organofosforados
sintéticos usados nas plantações. “Apesar
de seu conhecido potencial tóxico e por já ter sido detectada no Brasil, em
Pernambuco, ela ainda é pouco estudada, especialmente em comparação com outros
compostos com o mesmo mecanismo de ação, como os inseticidas organofosforados,
amplamente utilizados”, conta Larissa Souza Passos, bióloga do Laboratório de
Biogeoquímica Ambiental do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da
USP (CENA-USP). Saiba mais. Fonte: Agência
FAPESP – 23/07/26