23 julho 2026

Pressão por produtividade favorece crescimento do mercado de periódicos predatórios

“Seu artigo foi selecionado”, “Publicação em 48 horas”, “Submeta agora”. Se você é pesquisador, sua caixa de e-mails provavelmente está inundada por convites insistentes como esses. O que parece um reconhecimento do seu trabalho, no entanto, costuma ser o primeiro contato com um mercado em franca expansão: o dos periódicos predatórios, ou seja, aqueles que não realizam a devida revisão por pares dos artigos científicos. O fenômeno foi detalhado no mapeamento publicado em artigo no periódico internacional Scientometrics, e coincide com a chegada do engenheiro de computação Fábio Manoel França Lobato ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos. A ideia de investigar o ecossistema das revistas predatórias nasceu da experiência do professor Lobato. Quando ainda estava no mestrado, na Universidade Federal do Oeste do Pará, em Santarém, ele acabou, por desconhecimento do problema, publicando em uma dessas revistas predatórias. Anos depois, quando já era professor na mesma universidade, percebeu, ao assumir a Coordenação de Projetos de Pesquisa, que o problema não era isolado e que muitos colegas estavam caindo na mesma armadilha. “A gente se perguntou: ‘Como está isso no Brasil todo’?”, lembra.   Saiba mais.   Fonte: Jornal da USP – 23/07/26